Porque você deve repensar sua forma de ser homem!
- lilianypsicologa

- 15 de jul. de 2020
- 3 min de leitura
Atualizado: 15 de jan. de 2025

Os padrões sociais de masculinidade afetam a formação da subjetividade dos homens, exigindo que tenham atitudes que comprovem constantemente que são homens. Com isso, você homem, sente a necessidade de mostrar que é forte, viril, potente sexualmente, trabalhador, "pai de família", entre outras coisas.
Ao mesmo tempo, tenta não demonstrar nenhuma fragilidade, sensibilidade ou fraqueza, pois não pode ter nada em comum com as mulheres e com o que é dito como feminino. O resultado disso são ações agressivas e violentas na sua forma de se relacionar com você mesmo, com outros homens e com as mulheres. Hoje não vou falar sobre a violência contra mulheres provocada pelos homens, mas vou falar sobre a violência de você, homem, contra si mesmo e contra os outros homens.
Violência contra si mesmo?
Um exemplo de violência contra si mesmo é a dificuldade dos homens em procurarem ajuda quando não se sentem bem, pois fazer isso seria demonstrar fragilidade ou fraqueza. Você sabia que, em uma pesquisa do IBGE, apenas 58,8% dos homens realizaram algum tipo de consulta de saúde naquele ano?
Esse ato de reprimir suas necessidades de saúde e de se recusar a admitir que sente dor ou sofrimento é uma tentativa de mostrar que você possui o controle físico e emocional, mas isso faz com que você cuide menos de si mesmo e que se exponha mais à situações de risco. Isso, sem falar nas consequência psicológicas e emocionais que você silencia e que trazem prejuízos para sua saúde mental.
Como é a sua relação com os outros homens?
A violência contra outros homens também é um problema e pode provocar consequências psicológicas e físicas sérias. Brincadeiras aparentemente inofensivas podem trazer muitas marcas na sua subjetividade. O ato de "zoar" e fazer chacotas com o outro quando ele age de uma forma que pode ser entendida como algo feminino, por exemplo, ou até o ato de provocar competições de quem é mais forte, mais "pegador", mais durão, mais resistente, etc.
Outra coisa presente nessa convivência com outros homens é a agressão física e verbal. Podemos ver isso pelos cumprimentos agressivos "naturais", cheios de xingamentos ("e aí, arrombado?" e que normalmente é respondido com "fala viado!") e sempre acompanhados de tapas e socos. Também podemos ver agressividade nos conflitos e discussões de quem sabe mais, quem fala mais alto e mais grosso, como tentativa de mostrar que é superior ao outro. Não é por engano que as mortes masculinas são as maiores no Brasil (Ipea, 2019). As por homicídio provocadas por outros homens são 91,8% das de todo o país e as por suicídio são as mais efetivas, pois os homens utilizam sempre os métodos mais violentos.
É possível fazer diferente!
Homens, imaginem as consequências de tudo isso para sua saúde mental?
É importante dizer que não existe um modelo certo de masculinidade e que você pode agir diferente, olhar pra você mesmo e para os outros de maneira mais carinhosa e afetiva. Isso não te faz menos homem, te faz mais humano! Se disponha a conhecer outras possibilidades de masculinidade, e o melhor, de maneira saudável.
É hora de você se responsabilizar, de olhar para você como agente de mudança desses padrões sociais de masculinidade que são tão problemáticos e que, infelizmente, não mudarão se você não se envolver. Se você sabe do que eu estou falando, mas não sabe por onde começar a mudar isso, a psicoterapia pode te ajudar!
Psic. Liliany Souza
CRP 01/20871
Para que a psicoterapia possa te ajudar, entre em contato comigo e vamos marcar seu primeiro atendimento. Meu WhatsApp é (61) 99800-5265, ligue ou fique à vontade para deixar sua mensagem <<
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